Por muitos anos, discutir a IA em compras parecia um exercício de futurologia. Promessas, conceitos abstratos e pouca ligação com a realidade operacional do P2P (Procure-to-Pay).
No entanto, esse panorama mudou. A inteligência artificial deixou de ser um diferencial e passou a ser algo indispensável nas áreas de compras e suprimentos que buscam eficiência, governança e resultados financeiros.
Ao contrário do que muitos imaginam, o objetivo não é substituir pessoas, mas mudar a forma como as decisões são tomadas e como os problemas da operação são resolvidos.
E é precisamente na combinação de IA, Process Mining e agentes inteligentes que essa mudança vem ocorrendo nesse exato momento.
Quer saber mais? Então, continue nos próximos tópicos!
O novo contexto do P2P: complexidade, pressão e dados em excesso
Atualmente, as áreas de compras enfrentam um paradoxo.
Nunca se teve tanta informação disponível, solicitações, contratos, fornecedores, aprovações, exceções, SLAs e, simultaneamente, nunca foi tão desafiador converter esses dados em decisões precisas.
O ciclo P2P (Procure-to-Pay) ficou mais complexo: diversas categorias, diferentes níveis de aprovação, integrações com ERPs robustos como o SAP, exigências maiores de conformidade e pressão para reduzir custos e aumentar a produtividade.
Nesse cenário, análises pontuais, relatórios estáticos e auditorias retroativas não atendem mais às necessidades da área.
É nesse ponto que a IA em compras deixa de ser uma conversa e se torna uma base.
Process Mining como base da IA em compras
Antes de automatizar ou “inteligenciar” qualquer decisão, é necessário entender a realidade do processo. Não a realidade representada em fluxogramas, mas a realidade que é colocada em prática todos os dias no ERP.
Process Mining desempenha precisamente essa função. Com base nos dados transacionais do SAP, ele reconstitui o processo P2P do início ao fim, demonstrando:
- Onde estão os gargalos reais (e não os aparentes);
- Quais etapas geram mais retrabalho e exceções;
- Onde existem desvios de conformidade e riscos operacionais;
- Como variações de processo afetam prazo, custo e desempenho.
Em 2026, Process Mining não será mais apenas uma ferramenta de diagnóstico pontual, mas uma camada contínua de visibilidade do P2P. Afinal, ele oferece o contexto necessário para aplicar IA em compras.
IA aplicada: da análise descritiva à ação prescritiva
Com a base de Process Mining organizada, a IA em compras alcança um novo nível. Nesse sentido, o objetivo não é somente explicar “o que aconteceu”, mas prever “o que vai acontecer” e sugerir “o que fazer agora”.
Em termos práticos, isso significa:
- Reconhecer padrões que sinalizam possíveis atrasos no ciclo de compras;
- Antecipar riscos de estouro de SLA com base em padrões;
- Indicar aquisições não contratadas ou realizadas com fornecedores não aprovados;
- Dar prioridade automática a casos que causam maior impacto financeiro ou operacional.
Além disso, essa inteligência opera em tempo real, incorporada ao cotidiano da operação.
Sendo assim, o comprador deixa de agir de maneira reativa e começa a ser orientado por insights acionáveis, contextualizados e priorizados.
Agentes inteligentes: o próximo salto operacional
Enquanto o Process Mining indica o caminho e a IA em compras faz a análise e recomendações, os agentes inteligentes colocam tudo em prática.
Atualmente, os agentes inteligentes de procurement não são mais ideias abstratas. Eles desempenham o papel de assistentes especializados, sendo capazes de:
- Acompanhar de forma constante o processo P2P;
- Identificar automaticamente desvios;
- Criar alertas ou atribuir tarefas aos responsáveis;
- Propor medidas corretivas com base no histórico e nas melhores práticas;
- Interagir com os usuários de maneira contextualizada e no momento adequado.
Como comentamos acima, esses agentes NÃO FAZEM o papel do time de compras. Na verdade, eles eliminam o ruído operacional, diminuem a quantidade de exceções manuais e garantem que o foco humano esteja nas áreas que realmente importam. Isto é: negociação, estratégia e relacionamento com fornecedores.
O impacto da IA em compras no papel do comprador
A incorporação de IA, Process Mining e agentes inteligentes altera significativamente a função do profissional de compras.
Isso significa que o comprador de 2026 deve ser mais analítico e estratégico do que operacional, atuando com:
- Prioridades definidas com base no impacto;
- Visibilidade completa do processo P2P;
- Decisões baseadas em dados, não em percepções;
- Habilidade para agir de forma preventiva, e não somente corretiva.
Em resumo, essa alteração aumenta a maturidade do setor e coloca compras como um centro de criação de valor para a empresa.
Governança, compliance e eficiência caminham juntos
Um dos principais benefícios dessa nova estratégia é a combinação de eficiência operacional e governança. Elas começam a andar juntas, em vez de serem vistas como forças opostas.
Com IA em compras:
- As regras de compliance são constantemente monitoradas;
- Desvios são abordados assim que acontecem;
- As auditorias deixam de ser eventos estressantes e se tornam uma consequência natural de processos bem gerenciados.
Como resultado, temos um ambiente mais seguro, transparente e eficiente, sem a necessidade de aumentar a burocracia.
O agora: por que esperar custa caro?
Talvez este seja o ponto mais crucial: em 2026, postergar a implementação dessas tecnologias não é uma escolha neutra. Trata-se de uma opção com um custo evidente.
As empresas que ainda operam o P2P de maneira reativa acumulam ineficiências silenciosas, como compras fora do contrato, ciclos longos, retrabalho constante, perda de poder de negociação e riscos de compliance invisíveis.
Ao mesmo tempo, companhias mais avançadas já utilizam IA, Process Mining e agentes inteligentes para aprender com seus próprios dados e aprimorar o processo de maneira incremental e sustentável.
Conclusão: inteligência como vantagem competitiva
O futuro do procurement não está em grandes iniciativas pontuais ou promessas extravagantes de automação completa. Ele está desenvolvendo uma camada de inteligência em relação ao processo de compras.
Hoje, as empresas que crescem de verdade são aquelas que percebem, avaliam, determinam e atuam com base em dados, acompanhando o ritmo da operação.
Nesse contexto, a integração de Process mining, Inteligência artificial e agentes inteligentes viabiliza o agora.
Não se trata apenas de tecnologia, mas de maturidade. E, no P2P, é a maturidade que distingue as áreas operacionais das áreas que são, de fato, estratégicas.
Transformação em compras começa com exemplos reais!
Conversamos com Mayara Lima, Head de Procurement da Siemens, sobre como ela enxerga o futuro da área e os obstáculos que precisam ser removidos hoje para chegar lá. E o melhor: compilamos tudo em um material prático e direto ao ponto. Baixe agora mesmo gratuitamente!
